Bem-vindos, nobres espíritos!

Sintam-se em casa em minha humilde morada. Aqui vocês encontrarão alguns de meus loucos textos que ora lhes convido a ler e, se assim desejarem, comentar...

novembro 04, 2008

Vende-se

Um poema em homenagem à minha musa inspiradora.




Vendo sonhos e promessas, preparados em banho-maria e congelados no freezer da viabilidade.

Vendo a esperança de um dia melhor, e envio de brinde a coragem para alcançá-lo.

Vendo a sabedoria de um quarto de vida, com desconto se levar junto a imaturidade que a acompanha.

Vendo minha força e meu suor, tratar comigo mesmo.

Vendo um coração seminovo com pouco uso, porém partido por um choque contra a realidade – bom para peças de reposição.

Vendo uma alma inocente e com pouca quilometragem – frete grátis.



Vendo tudo, tudo o que quiseres

Tudo, menos meu amor por ti...


Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

(Psique revivida pelo beijo de Eros, por Antonio Canova)

11 comentários:

Luciana disse...

Maravilhoso seu poema!
É uma declaração de amor e tanto... O seu amor pela sua musa inspiradora é mesmo uma coisa muito... muito... (difícil descrever...). ...

Bonito mesmo...

Beijos!

Caio Mariani disse...

Também TE AMO!


rsrs

GUILHERME PIÃO disse...

Bela declaração...
Abraços

JessyS KingS disse...

Talvez se entregar ou se sacrificar tanto por alguem seja bastante arriscado, porém é aí que está a beleza do seu amor .
È corajoso e incondicional

Iza disse...

O que posso dizer é que de tanto este eu lírico falar nesta musa, a vontade que dá é conhecê-la e dizer a ela: "Veja só, quanta paixão há neste poema para ti." E vê-la correspondendo na mesma altura.

Beijos, meu querido amigo e conselheiro.

Jonathan Alves disse...

Belissimas palavra de um coração apaixonado!

Emilie Dwytan disse...

Já ouviste falar na poetisa Astrid Cabral? Lendo seu poema lembrei de um dos poemas dela, intitulado: "Cardápio". Só que no seu caso, não está servindo, está "vendendo".

Enquanto lia, fiquei pensando no por que de ter dedicado á sua musa^^, mas o final me surpreendeu.(mulheres são emotivas com essas coisas, então, seja quem for ELA deve ter gostado do poema^^).

Ah, quanto ao texto que comentaste("Passagem -parte I")..Bem, como posso dizer...Recentemente uma das minhas amigas notou que era eu a personagem em um dos meus textos, que era meu discurso ali...Sabe, até então nunca havia pensado nisso: que meus personagens fossem uma extensão de mim. Eu só os imaginava como "pequenas criaturas" que "jogava nos textos".Então, forçadamente, tenho que admitir que sou um pouco como Andréa Luz (a bruxinha da história).

P.S.: você é modesto^^, seus poemas são lindos e tens boa percepção - és inteligente,sim.

Emilie Dwytan disse...

ah, quase esqueci! falaste em "drama shakesperiano". Esse "intruso imaterial" estaria relacionado á algum substantivo abstrato? (receio? medo?). fico imaginando o por que de duas pessoas que se gostam não estarem juntas^^"...Talvez seja mais complicado que isso...

Esther disse...

Caro Feanor,

tive a grata surpresa de encontrá-lo nessa curva do caminho ... e que curva!

Gostei de tudo o que li e vi por aqui e com certeza voltarei mais vezes!

Sou nova na blogosfera e aos poucos vou me acostumando com tantas coisas lindas que vou encontrando..


saudações poéticasº

Nanda Kiedis Declama disse...

"Vendo um coração seminovo com pouco uso, porém partido por um choque contra a realidade – bom para peças de reposição."
Nossa que profunda essa parte, sua musa inspiradora é uma mulher de sorte!!!

Bjs

Thannyth disse...

É, uma declaração ausente. Não sei, num consigo achar tanto amor nisso, é mais como querer se livrar de si mesmo, e restar em ti, apenas o amor. Do mesmo jeito, achei lindo *-*