Bem-vindos, nobres espíritos!

Sintam-se em casa em minha humilde morada. Aqui vocês encontrarão alguns de meus loucos textos que ora lhes convido a ler e, se assim desejarem, comentar...

novembro 12, 2008

Um Espetáculo de Vida

Nasceu inocente como todas as crianças livres das máculas do mundo.

Cresceu otimista, alimentando seu sentimento com as chamas passionais da esperança.

Entrou na faculdade, e com isso recebeu o choque de realidade: viu, pela primeira vez, a mecânica do espetáculo pelos bastidores.

Resignado, se tornou realista - homem mais prático, mas nem por isso menos combativo.

Em pouco tempo se cansou, seus esforços obstaculizados pelo roteiro imutável dos diretores.

Tornou-se, então, um niilista, encarnando seu personagem medíocre com desprezo até o último ato.


Em sua derradeira cena, quase conseguia escutar os efusivos aplausos de uma platéia sádica que nunca chegou a conhecer...

FIM!

Autor: Jarbas Lima Alves da Silva


(A ilusão é doce enquanto dela não tomamos conta)

12 comentários:

Patusca *JuH disse...

Nossa gostei muito do que escreveu...
O mais interessante é imaginar que essas palavras se tornam realidade com cada vez mais frequência...

(Primeira visita por aqui... blog legal!)

Emilie Dwytan disse...

Hm...acho que vou acabar te adicionando ao messenger ou te enviando um e-mail (conversando com o autor dos textos se têm uma melhor compreensão dos mesmos).

E sei que esse é mais um dos seus textos pessoais bem reflexivos (ao menos para mim).

mas, quanto á "ilusão ser doce",acho que todos que se envoltam em algo que aparentemente é 'bom´,só se dão conta de que 'aquilo não era bem o que parecia ser' quando acorda desse 'sonho´, vamos supor. sei que o que acabei de comentar não tem a ver com o texto, mas ainda assim, é o que penso no que diz respeito á "ilusão"...

bjos de sua mais nova amiga
Suzi (Emilie é só um pseudônimo bobo)

к.м.    disse...

Em verdade, eu não parei de escrever... Eu apenas mudei de endereço e me esqueci de avisar.
E este outro endereço não é muito divulgado, então... Acho que tenho apenas uma leitora: minha melhor amiga. Que eu saiba, pelo menos é a unica pessoa que comenta.
Mas que bom eu ter entrado naquele meu velho blog, foi me util afinal.
Bem, eu estou pensando seriamente em deixá-los os dois na ativa, mas vou precisar me dedicar mais a isto.
Talvez quando minhas aulas terminarem, o ano que vem é incerto para mim, e à primeira vista um tanto quanto vazio.
É estranho pensar que não existe mais "volta às aulas".

Obrigada por se importar com o meu sumiço, desta vez prometo-lhe que aparecerei mais vezes.

E pelo que vejo, continua escrevendo tão bem quanto antes!

Meu cordial abraço...


Kuromi M.

Pan Box disse...

Por isso nunca alimentei ilusões.


Mas texto bacana.


=**

Rosane ! disse...

Tudo que se passa diante de minha mente é uma grande ilusão, e não é doce mesmo...

Iza disse...

Examente como todos nós, que somos protegidos desde a infância nos sentimos.
Um dia minha filha disse que até os dez anos a vida dela era um conto de fadas. ela se sentia muito feliz. É exatamente aí, que me culpo por tê-la defendido tanto...
Quando se descobre de repente que a vida é amarga, a desilusão é muito grande.
...
Sabe aquela postagem sobre a questão do preconceito? Está rendendo comentários até hoje e mais adiante vou juntá-los todos e colocar em uma postagem...
20 de novembro é uma boa data. Não achas?
Beijos!

Aa-dreano disse...

Que horror o_o

Eu acredito que fazer o bem é algo importante, mesmo que pareça não dar muitos resultados. Aliás, devemos fazer o bem pq é a coisa, certa, não temos escolha.

Texto triste, Jarbas :(

Carol Wolff disse...

Hallo querido! Como vai??

Hhhmm sinceramente? Seu blog, o tema e seus contos são ótimos e fazem muito o meu estilo! Também adoro escrever...

A ilusão realmente é doce quando não sabemos de sua existência real.

Tenha uma bela semana!!!

Küsse ;***

JessyS KingS disse...

Realmente ,na maioria das vezes a ignorância é o melhor remédio para dores e desilusões.
Nosso somos estrelas d uma grande pegadinha feita pelos deuses.

Emilie Dwytan disse...

^^" Você está sumido.

Igor Lessa disse...

E lá se vai, mais uma antiga geração...

Setsuna disse...

A platéia não se importa. Ela em geral é uma massa informe, que nunca toma ação, apenas observa, com seus olhos acostumados à multidão, entretanto, sempre à procura de alguém que sinta, que se dedique de verdade, que soe real.
Ela é espectadora. O personagem, infelizmente, desejava ser ativo, e não passivo como ela. Tornou-se um ator sem querer. Ele fazia algo que os outros eram incapazes de fazer... Ele sentia e mostrava as cores que o sentimento possuem.
Sua morte, infelizmente, foi real... Isso causou uma dose de aplausos entre a platéia nunca antes vistos. Descobria ela o que era a perda real então.

Eu te adicionei no msn. Não sei se aceitastes.
Muito obrigada pelos comentários. Eu andava precisando deles para continuar publicando.
Setsuna tem a ver com sailormoon, a sailorplutão, a mais solitária, tinha o nome de Setsuna Meioh. Sempre me identifiquei com ela. Sozinha, perdida no nada, muitas vezes incapaz de alcançar os outros.
Fico feliz que tenhas apreciado meu "canto de silêncio".
Creio que mandei uma carta, não um comentário, perdão por isso.