Bem-vindos, nobres espíritos!

Sintam-se em casa em minha humilde morada. Aqui vocês encontrarão alguns de meus loucos textos que ora lhes convido a ler e, se assim desejarem, comentar...

janeiro 09, 2008

Lamento ao Futuro Perdido

Um poema que escrevi em um momento não muito bom... E lembrem-se: nem tudo é o que parece - especialmente com a arte - ou, neste caso, pseudo-arte.


Belas visões de um futuro celestial
Improvável – surto de uma mente delirante
E quais martírios os céus resguardam para o infante
Que empafioso, desejou obra angelical?

O veneno do teu ser me entorpece e me destroça
Mas não é tóxico - não há fel
Se sou guerreiro, és hidromel
Teu silêncio é minha coça
E tuas palavras em minha memória
Guardam tempos felizes de outrora
Belas lembranças do que passou

Sem ti, só há derrota
A vida se torna uma anedota
Desprezível seria minha história
Sem teu prefácio de amor

Mas insisto, eis que o esforço
Por tamanha Beleza é pouco
E ainda que lúgubre seja o Destino
Nobre há de ser a empreitada
E nela insistiria a ferro e espada
Ainda que tortuosa fosse a jornada.

Oh! Doce sofrimento
Princípio de alento
Culmina em tormento
E mata.

E assim termina tudo como começa: no Nada.

Autor: Jarbas Lima Alves da Silva


(O último vislumbre que Orfeu obtém de Eurídice na saída do submundo)

13 comentários:

Maiara Mascarenhas disse...

Beleza, Destino, Doce, Nada, você gosta de maiúsculas. Gosta do Simbolismo?

Jefferson Barbosa disse...

Antes, agradeço teu comentário. Principalmente pelo fato de ter me passado (não só a mim como também aos meus leitores) uma otima tese. Bela monografia. Grande.

Percebemos teu vasto conhecimento e cultura. Os versos são instigantes, nos fazem pensar, tentar imaginar, é tudo muito curioso. Parabéns.

No mais, a fim de que alguns do meus leitores conheçam tua arte, estarei lhe adicionando as minhas recomendações.

Grande abraço.

Geoblog disse...

Olha eu aqui de novo! rsrs

Vou ter q perguntar... rs...

Hidromel existe ou vc inventou? Nunca ouvi... creio eu q seja algum elixir doce ou coisa do tipo...

Gostei muito do texto! Você escreve muito bem. (acho q já escrevi isso... rsrsrs)

Abraços!

PS: Se puder, tira essa verificação de palavras... mto chato. =P

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Flash House Blog disse...

Não tenho esse talento para escrever , mas admiro quem tem . de todas as poesias em blogs de que tenho visto esta é a que mais me agradou até hoje
Achei muito boa Pois apesar de usar termos díficeis é de fácil entendimento aos leigos e de grande qualidade para os experts
parabens

Maria Regina disse...

Um poema com traços do romantismo.Mas você vem dessa época, ou me engano?
Mas os poemas nascem dessa horas não tão boas, extravasam, transbordam nossos sentimentos, afinal, penso eu, que ao escrevê-los nos sentimos um pouco melhor.
Dias melhores para você! Com certeza chegarão!
Um abraço

Anônimo disse...

Olá...
Um ótimo blog por aqui...
Um belo poema, arte sim, lirismo em gritos de sofrimento, para futuros perdidos, tão proximos, mas perdidos...

everaldoygor disse...

http://outrasandancas.blogspot.com/
Abraços
Everaldo Ygor

Maiara Mascarenhas disse...

Não faço idéia do seu resultado na Fuvest. Mas há um poeta chamado Luís Aranha, a poesia dele é a chamada Poesia Preparatória. Esta, eu acredito que irá lhe agradar. E, afinal, como foi o seu resultado?

Maiara Mascarenhas disse...

http://entrudo-de-miramar.blogspot.com/2007/12/tecnologia-e-privacidade.html

Talvez isso verse um pouco sobre a sua pergunta.

Na internet, assim como na vida real, os próprios usuários podem agir como agentes coercitivos. Por exemplo, há links e links para denúncias e talvez a censura poderia ser mais eficaz desse modo - porque link é algo bem visível.

Porque pouco cidadãos sabem, por exemplo, que estão aptos a prender qualquer pessoa - se esta, obviamente, tiver claramente infrigido a lei.

Maiara Mascarenhas disse...

A facilidade da denúncia na internet, portanto, só torna a internet mais democrática.

Aí eu lhe pergunto, será que é algum governo (força política organizada e com território) que estabelece a democracia ou os cidadãos? Pergunto isso na vida real e no ciberespaço.

Ah, internet não deixa de ser um território.

Meerstempel Badist disse...

Gostei muito das suas escritas, mostra poesia o tempo todo, falo de poesia mesmo, aquela pura de sentimento. parabéns!

César Fernández disse...

teus poemas são show hein

José Vitor Rack disse...

poeta tem que sofrer mesmo, faz parte do ofício!

contigo tem dado certo ao que parece. parabéns.