Bem-vindos, nobres espíritos!

Sintam-se em casa em minha humilde morada. Aqui vocês encontrarão alguns de meus loucos textos que ora lhes convido a ler e, se assim desejarem, comentar...

dezembro 18, 2007

Dança Primordial

Um poema... Sem pé nem cabeça. É uma abstração da minha mente louca... Nem perderei tempo explicando, não vale a pena. Que cada um interprete à sua maneira - afinal, é esse o espírito dessa tal de ´poesia´, não é mesmo?


O lugar jaz vazio, sem música, sem nada
O imenso salão abriga o par – silêncio
Os dois, sozinhos, se aproximam
E fitam um ao outro - mãos entrelaçadas

Então começa, bela e trágica
A dança que descreve nossa estrada
E é no fim derradeiro da jornada
Que encontramos pai Destino – vem comigo, minh`amada

Vida e Morte se confundem
Dançam juntas, nos iludem
Um se tornam, dois - se apartam

Segue o ritmo essa dança
Da música mais infernal
A qual a díade se lança
Com vigor tão jovial
Quando ao final, um novo início
Irrefreável vício
De um costume vitalício
Ao qual estamos atrelados

E no salão da Eternidade
Persiste o cíclico espetáculo
Onde dançam as deidades
Solitárias em seu vácuo
Bela valsa apocalíptica
De profunda mensagem críptica
Que com sua passada elíptica
Imortaliza nosso aplauso


Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

Um comentário:

rafael disse...

figuras são tudibom!