Bem-vindos, nobres espíritos!

Sintam-se em casa em minha humilde morada. Aqui vocês encontrarão alguns de meus loucos textos que ora lhes convido a ler e, se assim desejarem, comentar...

dezembro 29, 2007

A Bússola Dourada

Ontem eu fui ao cinema assistir esse filme chamado "A Bússola Dourada". Ele se baseia na trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, e o filme retrata os acontecimentos do primeiro livro (suponho eu... nunca o li).


É um filminho bem interessante... Lembra um pouco uma mistura de Crônicas de Nárnia com Harry Potter com comercial da coca-cola (continue lendo e você entenderá...). É a típica aventura épica tendo uma criança como protagonista, completa com toda sorte de efeitos especiais, criaturas mágicas e tudo mais.

A história é basicamente essa (sem spoilers):

Existem diversos universos paralelos, e entre eles, existe o Pó, que os conecta de uma certa forma. No universo onde se passa o filme, toda pessoa possui um daimon, que é uma espécie de entidade na forma de animal que está diretamente interligada à própria existência de seu dono - tudo o que um sente, o outro também sente, e a morte de um é fatal para ambos. Neste universo, o Magistério é uma espécie de "governo" e "polícia" do local - lembra o Ministério da Magia (era esse o nome...?) do Harry Potter.

Em um certo período, alguns cientistas criaram bússolas douradas, que eram objetos capazes de certos feitos e utilizavam, para isso, o Pó. No entanto, o Ministério viu nisso uma ameaça, e recolheu e destruiu todas as bússolas existentes. Todas, menos uma...

Mas o que mais impressiona no filme não é nada disso.

São os ursos. Ursos polares. De armadura.

Está tendo dificuldades em imaginar essa combinação? Aqui vai um esquema para ajudá-lo:


              +

                                                                          =


(Aquele trabalho com a coca-cola é só pra complementar a renda...)

Demais, não?

E esse não é o único urso, existem vários deles - um reino cheio dos nossos amiguinhos. Inclusive com um rei. Praticamente um comercial da coca...

No geral, é um bom filme. Bons efeitos, boa história, cenas de luta razoáveis... E uma EXCELENTE atuação tanto da garotinha Dakota Blue Richards que protagoniza a história quanto da insuperável Nicole Kidman. E sobre essa última, duas observações:

1-) A expressão corporal dela beira a perfeição neste filme.

2-) Essa mulher não envelhece...???

Assistam, eu recomendo!

Nota: 8.0 / 10

Obs.: Assisti também Hitman, mas o filme é bem ruinzinho... Se você não é fã do jogo ou mega-fã do gênero, nem assista.

dezembro 24, 2007

O Mais Doce dos Animais

Um pequeno poema lúdico que não tem nada contra o vegetarianismo... É só uma brincadeira com o paralelismo. Uma tentativa, pelo menos... Se bem sucedida ou não, vocês que decidam... Só não esperem muita coisa.



Creio ser o salmão
O mais doce dos animais
Alegres e fugidios tais
Que saltam de nossas mãos
Mas é inútil - cedo ou tarde
Sua carne assada a mesa reparte

Creio ser a vaca
O mais doce dos animais
Despreocupada e serena
Ao nos ver foge de cena
Mas é inútil – cedo ou tarde
Sua tenra carne em brasa arde

Creio ser o leitão
O mais doce dos animais
De origem curiosa e matreira
Ao nos ver, desatam em carreira
Mas é inútil – cedo ou tarde
Torresmos comemos até o infarte

Creio ser o javali
O mais doce dos animais
Irritadiço e rabugento
Nos ataca sem medo nem tento
Mas é inútil – cedo ou tarde
Vira cozido apesar de sua arte

Saborosa indecisão
Que em boa hora recai:
Sou juiz desta contenda
Decidir devo qual oferenda
Possui o melhor gosto tal
Que para o próximo banquete real
Seja eleito o mais doce animal


Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

dezembro 22, 2007

Eterna Maldição

Este é um pequeno conto que escrevi com a temática de vampiros. Tentei me forçar a escrever algo não maior do que uma página do word, e esse é o resultado.




Lembro-me bem daquela época. Sangue fresco corria pelas minhas veias, e eu podia sentir meu coração, pulsando, ardendo em meu peito com a chama da vida que se recusa a perecer. Lembro do perfume agradável das flores na primavera e das carícias delicadas dos flocos de neve no inverno. Lembro do gosto doce das frutas e...

Sangue! Em um instante, todas as memórias sublimam como que por mágica. Vermelho. Só consigo pensar em seu gosto agridoce descendo pela minha garganta, fluindo pelas minhas veias e tecidos mortos, dando um novo suspiro de vida a este ser moribundo. Alguns flashbacks ainda despontam em minha mente, mas se dissipam tão rápido quanto surgem. Sinto o cheiro... Perto. O desejo do líquido invade todo o meu corpo, e por fim domina minha vontade. O pouco de sanidade que me restava se desvanece, e como um animal selvagem saio em busca de minha presa.

Corro como o vento através da noite, perscrutando cada canto do imenso vale a procura de minha vítima. Aos olhos dos seres notívagos, não sou mais que um borrão, uma ilusão de ótica. Cada vez mais perto... Meus caninos se alongam, já pressentindo a iminência da alimentação. A hora se aproxima. Minhas pupilas se dilatam, e passam a exibir uma coloração rubra. Minhas feições se tornam mais animalescas, e na minha excitação solto um sonoro grito. E finalmente...

Ali está. Uma garota, no auge de sua beleza, se banhando no lago. Seus longos cabelos sedosos desfilam sobre seu corpo desnudo, e com a delicadeza de um anjo ela os lava, fio por fio, mecha por mecha. O contraste de sua pele alva sob o luar espelhado chega a me hipnotizar, tamanha é a beleza de minha vítima. Sua voz melodiosa canta uma música doce, suave, e por um momento meu desejo vacila. Fico paralisado, enfeitiçado pelos encantos desta donzela. Tão doce, tão inocente...

No entanto, a Fome fala mais alto. O ardor começa a me dilacerar por dentro. Acordado de meu transe, entro em um frenesi e parto em direção à garota. Ela me vê, e seu olhar é de uma extrema confusão, rapidamente sucedida pelo medo. Seu canto cessa, dando lugar a gritos de desespero. Ela faz menção a correr, mas meu olhar penetrante enrijece seus músculos, e sua vontade se submete à minha. Ela luta, chora, implora... Mas é tudo em vão.

Aproximo-me agora calmamente da garota. Lanço-lhe um último olhar, e seu triste semblante me faz sentir um pouco de remorso, pois percebo que ninguém deveria ter o direito de privar o mundo de tamanha beleza. Murmuro um pedido de desculpas em seu ouvido, e cravo meus dentes afiados em seu pescoço. Sugo com força o líquido, preciosa força vital que me sustenta, e em pouco tempo a garota jaz no chão, pálida, inerte, apenas uma casca vazia, uma mera sombra de seu antigo “eu”.

Sinto-me saciado. A loucura passa, e pouco a pouco retomo minha consciência. Só então percebo a atrocidade que cometi. O corpo sem vida e o sangue em minha boca denunciam meu pecado. Impotente diante de minha sina, ajoelho perante o corpo da garota e choro o choro dos condenados. Meus lamentos ecoam pelo vale, em uma triste sinfonia que completa o ciclo de minha eterna maldição. Mais uma vez manchei minhas mãos com o sangue dos inocentes, e mais uma vez nada posso fazer além de lamentar...




Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

dezembro 18, 2007

Dança Primordial

Um poema... Sem pé nem cabeça. É uma abstração da minha mente louca... Nem perderei tempo explicando, não vale a pena. Que cada um interprete à sua maneira - afinal, é esse o espírito dessa tal de ´poesia´, não é mesmo?


O lugar jaz vazio, sem música, sem nada
O imenso salão abriga o par – silêncio
Os dois, sozinhos, se aproximam
E fitam um ao outro - mãos entrelaçadas

Então começa, bela e trágica
A dança que descreve nossa estrada
E é no fim derradeiro da jornada
Que encontramos pai Destino – vem comigo, minh`amada

Vida e Morte se confundem
Dançam juntas, nos iludem
Um se tornam, dois - se apartam

Segue o ritmo essa dança
Da música mais infernal
A qual a díade se lança
Com vigor tão jovial
Quando ao final, um novo início
Irrefreável vício
De um costume vitalício
Ao qual estamos atrelados

E no salão da Eternidade
Persiste o cíclico espetáculo
Onde dançam as deidades
Solitárias em seu vácuo
Bela valsa apocalíptica
De profunda mensagem críptica
Que com sua passada elíptica
Imortaliza nosso aplauso


Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

Reflexões da Alma - Parte 2/2

Esta é a segunda parte do conto que postei anteriormente... Clique aqui para ler a primeira parte.



Proferiu estas palavras com raiva, a mesma raiva que sentia por toda a sua espécie. A mulher olhou no fundo de seus olhos e perguntou:

— Mas tu não fazes parte desta raça? Desejas encomendar tua própria destruição?

— Sim, e nada que você diga me fará mudar de idéia! Pode realizar meu desejo?

O rosto da mulher, antes radiante como a luz do Sol, se tornara sombrio e melancólico como a Lua. Se dirigindo ao garoto, ela perguntou:

— Está bem, realizarei teu desejo... Mas me responda antes porque desejas aniquilar toda tua raça, mortal? Teu ódio pelos teus irmãos é tão grande?

— Não, é ainda maior! Não vê o quão fútil e danosas são as ações dos humanos? Estes malditos se espalham como um câncer, destruindo tudo que encontram apenas pelo seu próprio engrandecimento! Não se importam em atropelar seus próprios irmãos, seu planeta... Não constroem nada que não se baseie ou tenha por fim a destruição! Usurpadores da mãe terra! Não têm o direito divino de viver!

— Colocas-te à parte dos humanos. Porquê? Não sois, afinal, todos da mesma estirpe?

— De corpo sim, mas não de alma.

— És tão egoísta quanto aqueles que tu condenas. Não percebeste que acusa teus irmãos do mesmo erro que cometestes? Fútil, não tens função alguma nesta vida. Acomodado; não procuras mudança ou melhora. Egoísta; não pensas nos outros. Até mesmo teu desejo, que tu pensas ser oriundo de tão nobre motivo, na verdade esconde apenas tua dificuldade em se adaptar a esta sociedade.

As palavras da mulher o atingiram em cheio. Sentiu um aperto em seu coração. Sentia algo de errado, mas não sabia o que era. Por fim, a mulher completou:

— Não obstante, devo-lhe minha vida, e se este é teu desejo, o cumprirei conforme prometido...

— Espera... Não desejo mais a aniquilação dos humanos... — Disse Leandro.
— E o que desejas?

— Desejo que minha existência neste planeta seja apagada. Nunca mais quero ver ou ouvir outro humano.

A mulher escutou atentamente as palavras de Leandro, e com um meneio concordou com o pedido. Ela fechou seus olhos e estendeu os braços em direção ao céu. Uma luz branca pareceu emanar da mulher. Uma luz cada vez mais intensa, iluminando a escuridão do beco. Leandro pôde ver uma lágrima escorrer do rosto da mulher, e então...

Nada. Não havia coisa alguma ao seu redor. Leandro não conseguia enxergar algo além dele mesmo. Era como se estivesse no fim dos tempos, na escuridão do esquecimento, no vazio do nada. Havia perdido totalmente a noção de tempo e espaço. Também não sentia seu corpo como antes. Tinha a impressão de que ele não era feito do mesmo material. Chegou a pensar que aquela era na verdade a sua alma.

Seria aquele o local aonde as almas vão para descansar pela eternidade? Se fosse, onde estariam as outras almas? Foi então que se lembrou de seu pedido. Nunca mais queria ver outro humano... Teria ele sido banido também da convivência com as almas dos outros? Bem, não importava. Era exatamente assim que ele queria. Poderia passar toda a eternidade daquele jeito. Sem pensar ou fazer nada. Fechou os olhos e se desligou de tudo...

No entanto, não conseguiu fazer com que as palavras daquela estranha mulher parassem de ecoar em sua cabeça. Leandro refletiu sobre elas por um bom tempo, até finalmente perceber que durante todo esse período havia sido desonesto consigo mesmo. Não conseguia admitir que toda sua rebeldia se originara, na verdade, de sua inabilidade em se mesclar, em se tornar parte da sociedade. Percebendo o quão patético ele fora, Leandro se ajoelhou, desfazendo-se em lágrimas. A mulher apareceu diante dele. Ela se apiedou do garoto, e o abraçou, confortando-o. Sussurou então em seu ouvido:

— Não és o único, pequenino, que acreditas viver em um mundo desolador. Muitos de teus semelhantes compartilham de tuas idéias. Mas diferente de ti, não procuram se isolar e se afastar do problema. Muitos tiram suas forças da esperança de poder construir um mundo melhor, encarando o problema de frente, e não fugindo. Vai e muda o planeta com tuas próprias mãos!

— Ainda assim desprezo toda a minha raça, mas acima de tudo desprezo a mim! Acaba aqui com a minha existência, pois de todos sou de longe o mais desprezível... Não passamos de parasitas! Vivemos apenas para machucar nosso planeta e a nós mesmos...

Ela fitou os olhos do garoto, e disse:

— Não te zangues com os humanos, pois são todos ainda muito jovens e imaturos para assumirem tamanha responsabilidade a que lhe competem. A raça humana está em sua adolescência, descobrindo suas capacidades, experimentando, transformando... Não te preocupes com a Mãe Terra, pois como toda boa mãe ela sabe que seus filhos rebeldes se tornarão grandes homens no futuro. Mas tal processo leva tempo... Enquanto isso, faz tua parte e demonstra a teus irmãos o que deve ser feito. Com isto, já me darei por satisfeita...

Beijou então a fronte do garoto, e ele desmaiou. Quando acordou, estava deitado em sua cama. Os raios do sol adentravam pela janela e iluminavam todo o seu quarto, anunciando a chegada da manhã. Era difícil dizer se tudo não passou de um sonho... Mas se havia sido, este fora assustadoramente real. Gostaria de saber quem era a mulher misteriosa... Que fim ela tivera? Bem, não importava. Estava atrasado para a escola, e estava ansioso para contar o estranho sonho que tivera aos seus amigos...
Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

dezembro 16, 2007

Livre-se dos problemas...

Fim de ano chegando, muitas compras e tudo mais... A galera correndo no serviço pra não comer o peru com a tabela de produtividade anual do lado... Enfim, aquela coisa toda.

Eu, como todos, também tenho minha cota de problemas.

Mas a boa notícia é que, ao menos os do trabalho, tem solução! E vocês também podem utilizar o mesmo método!

Sigam o gráfico abaixo e sejam felizes! :D


dezembro 15, 2007

Eu

Um pequeno poema que me define: tanto como pessoa, quanto como péssimo poeta...

Desgosto

Esboço Insosso

Sem sal

Um projeto de homem

Um completo animal

Autor: Jarbas Lima Alves da Silva

Inauguração do Blog

Bem-vindos, amigos, ao meu humilde blog...

Finalmente, depois de anos de procrastinação e decisões adiadas, eis que passo a integrar o nobre rol dos bloggers! "Mas Jarbas, porque diabos você quer um blog?". Ora, pequeno padawan, o motivo não é óbvio...?

...Porque todo mundo tem! E eu, certamente, não quero ficar de fora dessa nova onda... Mesmo que ninguém leia essa porcaria - que é o que vai acabar acontecendo mesmo rs

Mas pra que vai servir esse blog? Por enquanto, será um repositório para meus textos toscos e mal-feitos que ocupam espaço inutilmente no meu HD. Também vou colocar aqui eventuais reflexões, resmungos, coisas engraçadas ou simplesmente idióticas.

Resumindo: vai ser um blog como outro qualquer... =/

Visitem! Comentem! Divulguem!

...façam meu jabá :D